quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

LAMÚRIAS...

É com aquele nó na garganta, língua travada e dentes cerrados, 
que minha cabeça parece esfumaçar num turbilhão de pensamentos.
Perguntas e mais perguntas vão surgindo no alvoroço e inquietude
que se compra-diz em mim.
Os porquês parecem rasgar minha pele aos poucos
e sangrar com respostas vazias...
A ritimia tira minha completa inércia, diante tamanha circunstância;
parece sufocar-me, não sei até quando suportarei, 
sei apenas que suportar é preciso, já.
Preciso manter-me sóbria de lamúrias, sóbria de insultos,
de palavras amargas e cheias de dessabores,
para que eu possa manter-me viva e deixar viver os que precisam de mim.
Minha alma dói nesse momento e o aperto em meu peito é tamanho,
porque escondido por trás de meu sorriso e alegrias do dia, 
estão meus tormentos e prantos noturnos.
As lágrimas são necessárias agora, parecem aliviar minhas dores e feridas,
 antes que um novo dia comece e minha vida recomece.
ELOISIA SERAFIM  03/01/2012

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