sábado, 7 de julho de 2012

MAR DE ILUSÕES

Neste infindo
mar das ilusões
É possível encontrar
sorrisos e lamentações.
Ambas se cruzam
entre ondas torturantes
dos pensamentos ilusórios
de hoje e de antes.
As ondas das incertezas
que vão e vem na vida
fazendo na vida proezas
de esperança e lida.
Que se tente e sustente
com labor e penar
para um dia essa mente
possa enfim da solidão se libertar.
23/07/10

VIOLÊNCIA

 
Estou cercada de muros.
Grades. Grilhões.
A violência assusta...
Liberdade não temos mais
as cidades estão caóticas
as pessoas estão neuróticas.
Drogas nas mãos, são doces
de crianças e adolescentes,
que tão cedo deixam de ser inocentes.
Pois a hipocrisia e a pobreza
não os deixa ver
o que há de riqueza
dentro de cada ser.
2000

AMOR


O amor é como a brisa da manhã
vem de mansinho encher de paz
e bem-estar os corações
bem-aventurados de bondade, porque:
Só o amor constrói
Só o amor abençoa
Só o amor perdoa
Só o amor enche de nossa alma
de paz e riqueza espiritual.
 

INFÂNCIA


Infância querida
como é bom lembrar
das brincadeiras na praça
dos cochichos inocentes
dos sorrisos perdidos
na mente da gente
as palmadas da mãe
os choros consequentes
lágrimas contidas na lembranças
e dos sonhos adolescentes.
 

LEMBRANÇAS

Seja manhã de chuva
seja manhã bela
um pássaro vem se postar
de fronte minha janela.
Cantar segredos de um amor
que longe está a viver
no infinito, na imensidão
talvez no entardecer.
Entardecer triste e sereno
que faz lembrar seus olhos
perdidos no infinito
infinito dos teus sonhos.
17.09.93

ILUSÕES MINHAS



Ilusões minhas
por onde andastes
foi pelos caminhos obscuros?
Ou no caminho do amor a florescer?
Foi as tantas amarguras da vida?
Ou aquele amor que me fez sofrer?
Deixando-me nesse dilema
indecisa a refletir:
Será esse meu destino?
Amar e deixar-me ferir
por tantas coisas
tendo a redimir?
1995
 


 
Sorrisos, músicas
patotinhas, jogando dominó
crianças brincando
Eu.
Só.
Escutando.
Em conflito, reflito
sobre meu íntimo
não sei o que sinto
apenas permito omitir
o meu sentimento
esse fraudulento
quero estar lá
quero estar só.
Não sei porque lamento
só sei que de tristeza
já não aguento
e assim vou ficando no esquecimento.
2003

SEM NADA


Sem perspectiva de vida
Vejo aquele cidadão
sem nome sem lida
apenas esperando que
do céu,caia o pão
que mate sua fome
por isso espera
ajuda de seu irmão.
Mulher não pode ter,
como sustentá-la?
Tão pouco filhos
como alimentá-los?
Por isso se afoga
no mar da bebida
e viaja na fumaça
do esquecimento
afim de que um dia
de alguma forma
acabe o sofrimento.
 1995
 

CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE:


Como muitos garotos comuns, Carlos Drumond de Andrade foi um gauche na vida, tímido e recatado filho de fazendeiros em decadência em Itabira do Mato Dentro em Minas Gerais, que nasceu aos 31 de outubro de 1902. Aquele garoto certamente iria fazer a diferença e o fez. Pois, apesar de viver numa pacata cidade e conviver com a terra, ou melhor conviver na fazenda com seus oito irmãos e seus pais , sua paixão mesmo não era a terra em si, mas a terra do coração, do sentimento , da observação de tudo o que cercava, enfim dentre todas suas paixões a maior eram as letras, levando-o a ser considerado um dos maiores escritores de todos os tempos.
Tornou-se então, um cidadão das letras, pelas suas inúmeras obras, dentre elas: poesias, crônicas, contos, ensaios, antologias; bem como obras suas em várias línguas, como alemão, búlgaro, chinês, espanhol, italiano, latim, norueguês, sueco e tcheco. Outros livros também foram traduzidos de escritores conhecidos pelo mundo todo e chegou até a traduzir um livro para o Braille.
O que falar de homem tão excepcional como ele?Teria que escrever folhas e mais folhas durante um bom tempo, porque tanto como escritor como cidadão deixou sua marca registrada através de suas palavras, não só no Brasil ( seu lar), mas espalhados por muitos lugares do mundo, semeando ideologias, criatividade e palavras que mudam, transformam e levam pessoas a momentos de reflexão sobre a vida, os acontecimentos cotidianos, causas e consequências de um mundo que foi e continua sendo conturbado pela ganância, violência e falta de paz.
Logo que iniciou seus escritos, chamados de fase gauche, por críticos literários, fase essa de características pessimistas, individualistas e reflexivas sobre a existência e o isolamento. Como o próprio nome gauche, que significa( deslocado, acanhado, esquerdo, desajeitado), Drummond transparecia através de seu eu-poético, em que "um anjo torto" um dia diz: "Vai Carlos! Ser gauche na vida."Certamente era esse o sentimento dele na época, ou melhor no início de sua carreira literária, também conturbada pelos fatos políticos e sociais de guerra e pós guerra.
Foi crescendo como cidadão e escritor, deixando para trás a fase gauche e começa a se enquadrar na segunda fase do Modernismo,com sua linguagem clara e coloquial depositando suas ideologias sobre as problemáticas sociais, desajustes, utilizando-se de ironia leve e dose de humor.
As produções de poesias filosóficas e de reflexão, voltando-se para as problemáticas não só de seu país como também do mundo levando através de suas obras a solidariedade, ideias e temas universais que o tocavam e fazia questão de compartilhar com o mundo de leitores engajados também nos problemas que envolvem a sociedade, sobretudo a vida e a morte.
Até que nas décadas de 70 e 80, passa à fase de nostalgia, recordações de criança e juventude, representadas em poesias nominais, com a utilização de aliterações e neologismos dando ênfase a seus poemas marcadas pelas feridas que o tempo tentou cicatrizar com as memórias de sua família. Feridas essas que rebentaram-se de vez depois de tantas perdas a pior, a perda de sua amada filha única, musa e amiga Maria Julieta e não resistindo tamanha tristeza e desolação morre de infarto fulminante, apenas doze dias após a morte de sua filha.
Aos 17 de agosto de 1987, Carlos Drummond de Andrade deixa de ser mortal para tornar-se imortal no campo das Letras e na memória daqueles que o admiram.

domingo, 4 de março de 2012

SER LOUCO



O que é ser louco?
Ser diferente
Ser Astuto
Ir de encontro àqueles
Que dizem:
Você não vai conseguir!
Isso é impossível!
Você não é capaz!
O que é ser louco?
Ser diferente
Ser astuto
Ir ao encontro dos sonhos
Lutar pelos ideais
Sentir que é possível
Viver tudo que é capaz.
Se, ser feliz
E viver seus sonhos
É ser louco...
Mil vezes quero nascer
Mil vezes quero viver
Eternamente louco quero ser.
28/04/2010

CAMINHADA




Todos os dias
antes que o sol apareça
e resplandeça
passo pelas mesmas ruas
vejo as mesmas pessoas.
E, aquele barquinho sempre lá
solitário, deixando-se balançar
pelas ondas do mar...
Enquanto o sol não aparece
as nuvens ameaçam
ser um dia feio, cinzento e triste.
O vento forte agita as ondas
meus cabelos...meu coração...
Mas, de repente surge
magníficos e exuberantes raios
lutando por entre as nuvens
a fim de aparecer.
Então, o vento ajuda
soprando pra longe as nuvens
deixando o majestoso sol refletir
sobre o mar e sobre nossas vida
convidando-nos a novamente sorrir.
11/05/2010

ALEGRIA



Sinto neste instante
uma alegria inefável
que invade minha’lma.
A chuva que cai
parece banhar meu corpo
-este ser materialmas
banha também
o meu espiritual.
É como se não houvesse
dor, tristezas ou mazelas.
Sinto o aroma de rosas
a brisa do meu corpo
as gotículas no meu rosto.
Parece que flutuo
em plena chuva
sem amparo
sem bens
sem nada.
30/01/2003

SOU COMO ÁGUIA



Sou como a águia
leve a voar
no céu esplendoroso
onde posso viajar.
Viajar para o infindo
onde ninguém pode ir
só meus pensamentos
podem me seguir.
Sinto muito ter que posar
para a triste realidade
onde os sonhos são proibidos
deixando-nos com fome de
pensar
imaginar
flutuar
amar.

O AMANHECER



Ao surgir o dia
quão suave brisa
em tocar-me chego a penar
de tão grande tristeza em teu olhar.
Mas, a brisa logo passa
os ventos se esvaem
com tanta leveza
trazendo a claridade
que dá vontade de alegre chorar.
O sol então aparece
ele finge que esquece
a tristeza a dominar
voltando, enfim a sonhar.

ALGEMAS



Necessito algemar
meus pensamentos
que não conseguem calar
a boca dos meus tormentos.
Preciso encarcerar
o turbilhão de angústias
que dentro do corpo
parece apodrecer
e aos poucos esvanecer.
Quão absoluta insônia
que perturba minha mente
depois se confundem
com os pesadelos dementes.
24/07/10

MAR DE ILUSÕES



Neste infindo
mar das ilusões
É possível encontrar
sorrisos e lamentações.
Ambas se cruzam
entre ondas torturantes
dos pensamentos ilusórios
de hoje e de antes.
As ondas das incertezas
que vão e vem na vida
fazendo na vida proezas
de esperança e lida.
Que se tente e sustente
com labor e penar
para um dia essa mente
possa enfim da solidão se libertar.
23/07/10

VIOLÊNCIA


Estou cercada de muros.
Grades. Grilhões.
A violência assusta...
Liberdade não temos mais
as cidades estão caóticas
as pessoas estão neuróticas.
Drogas nas mãos, são doces
de crianças e adolescentes,
que tão cedo deixam de ser inocentes.
Pois a hipocrisia e a pobreza
não os deixa ver
o que há de riqueza
dentro de cada ser.
2000

MOMENTO DE PAZ


Quando me vejo só
posso escutar os pássaros
sentir a brisa do mar
escutar o barulho das folhas das árvores...
Nesse momento posso refletir;
enchendo minha mente
meu corpo e minha alma
somente de paz.
Sem pensar em nada
de mal ou triste.
É nesse momento
que chega a conclusão:
Sou a pessoa mais feliz do mundo
Pois a paz de espírito comanda
e minha vida se torna
uma doce e divina canção.
2000

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

CONFIAR DESCONFIANDO



Com os tropeços cometidos por falsas ilusões, aprendi a confiar desconfiando. Sei que é necessário ser confiante, bem como confiar... mas, eis que , nunca sabemos o que se passa na cabeça da pessoa que está a sua frente. Pode ser um cordeiro, assim como pode ser um demônio com a capa de um cordeiro. Daí  a conseqüente insegurança... em busca da verdade. Mas, que verdade?
Decidi então, o seguinte: fazer minha parte. Procurar ser fiel, a partir de então, comigo e com as pessoas que aparecerem em minha vida, sorrir, cantar, chorar, com a mesma intensidade de sempre... como, eu gosto de ser, ajudando quem me pede ajuda, e mesmo a quem não me pede...porque eu gosto de ser assim. Embora, escute muito: “tu és muito besta”, como tu fazes isso por fulano, sicrano, diocrano... Pô! Deixem eu ser assim, porque é assim que eu sou. Teve até quem dissesse “você é tola”, “você é BURRA”, “eu to fazendo de você gente!”, “você tem uma língua”. Se minhas características são boas ou ruins, não sei. Porém, se me forem cortadas, nunca serei eu mesma.
Passei por muitas situações, desde pequena, entrando pela adolescência e fase adulta, em que erros foram cometidos não só por mim, mas me calei a vida toda por não querer prejudicar outras pessoas, daí, a visão de que eu sou a única errada, a única culpada. Mas, que culpa!? Essa idéia de culpa tem que ser extinta nas pessoas!!! É super fácil culpar os outros, as coisas, e nunca,jamais, se olhar ao espelho e enxergar seus próprios defeitos. O que nos acontecem não passa de reflexos de nós mesmos, de nossos pensamentos e nossas ações.
Não é fácil ser rotulada, receber apelidos e levar carreira de meninos e meninas briguentas, na infância e adolescência, e, ter que engolir o choro... porque se falar “a culpa” é exclusivamente sua. Não é fácil, ser molestada na infância e chegar aos 35 anos sem poder falar nada pra ninguém, porque você será sempre “a errada” da história mesmo que nesse episódio você só tinha 5 a 6 anos. Assim como não é fácil, você enfrentar sozinha os pesadelos e memórias de uma vida regada a submissão.
Mas, nada melhor que o tempo, que cicatriza nossas mágoas, mesmo que em tempos de raios e trovões, você venha a sentir aquelas agulhadas passageiras. Elas são passageiras...os fatos, estes, são eternos na memória...Por isso, busco hoje, deixá-los guardados numa caixa imaginária, como a de Pandora, esperando que nunca seja aberta pela curiosidade de alguém.
E assim, prossigo minha vida... buscando confiar, desconfiando!

domingo, 19 de fevereiro de 2012

HOJE AQUI, AMANHÃ NÃO SE SABE


Depois de muitos dias a sentir fortes dores de cabeça ocasionadas por uma virose dou graças ao Senhor. Agora posso ler e escrever, como faço habitualmente.
Durante o tempo em que fiquei de “castigo”, quieta, curtido minhas dores físicas e meu silêncio, pude realmente parar para CALAR e OBSERVAR, muitas coisas de minha vida e dos acontecimentos estampados em revistas, telejornais, internet,...
Entendi com essa observação de mundo e reflexões, que as vezes é preciso nos acontecer algo, ou perder alguém para sentirmos o valor relativo ou absoluto da vida, das coisas e pessoas que apreciamos ou amamos.
Corremos tanto, queremos tanto! Porém, numa fração de segundos pode acontecer tantas coisas... E, quando elas acontecem... OPS!Uma palavra já foi dita, outra palavra se perdeu no medo ou no esquecimento, um reparo foi deixado de ser feito.
Saímos de casa para trabalhar com mil e uma ideias, afim de que o progresso seja imediato, porque através do progresso, os bens materiais e o conforto, retribuídos pelo trabalho honesto, soam como um verdadeiro TROFÉU. Um grande prêmio com o propósito de viver tranqüilo com a família. As vezes essa vontade é tão grande que a gente esquece, de um eu te amo, um obrigado, você está bem?, falta as vezes até um olhar que se perde na correria.
Portanto, como vemos em muitas mensagens por aí ou em letras de músicas, eu repito: não deixe pra amanhã, não deixe pra depois; HOJE AQUI, AMANHÃ NÃO SE SABE. VIVO AGORA, ANTES QUE O DIA ACABE!
Como arrumar um tempo? Em cada oportunidade que a vida colocar à sua frente. Se ela está aí, é porque um propósito há!
Eloisia Serafim

sábado, 21 de janeiro de 2012


CORDEL DE HOMENAGEM AO ENSC
(Educandário Nossa Senhora da Conceição)

Numa casa pequena
Porém, aconchegante
Começa a história
Simples e emocionante
Dessa escola querida
Por seus estudantes.

Essa história é parecida
Com aquela sementinha
Que tão pequena e frágil
Mas, cheia de vida florescia
Dando espaço para seus galhos
Que aos poucos cresciam.

O casal que lá vivia
Deixou de lado o seu lar
Para no lugar construir
Uma escola singular
Com ajuda de parentes,
Amigos e Deus a iluminar.

E assim como uma planta
Que cresce forte e saudável
Aos poucos o cimento e os tijolos
 ao suor se misturavam
e as suas paredes resistentes
aos poucos a escola fortificavam.

Quando pronto estava o educandário
Como uma árvore pronta para florir
Faltava-lhe um nome
Sobre o qual iria adquirir
Nossa Senhora d Conceição
Eis o nome a surgir.

Hoje seus frutos prosperam
Com disciplina e fulgor
Dentre direção e funcionários
Mostrando o seu valor
 Esses frutos natos
De um futuro promissor.

Esta história não tem fim
Porque mesmo acabando
Aqueles que a cultivaram
Guardarão sementinhas brotando
Trarão no olhar gotas orvalhando
De esperança que plantaram.


Mais um ano se passa
E o Educandário vamos homenagear
Lembrando dos que aqui passaram
Junto aos que aqui ficaram
E a espera daqueles
Que ao de chegar.

Eloisia Serafim- 24/05/2007

FESTA NO INTERIOR

Esse ano o Educandário
Nossa Senhora da Conceição
tem o prazer de homenagear
a animada festa de São João.

E o tema este sim
Sei que todos vão gostar
Festa no Interior
E toda a alegria do arraiá.

Do jardim a quarta série
Todos se preparam
Para a festa no interior
A qual todos se dedicaram.

A direção e os funcionários
Todos colaboraram
Professores e alunos
Com alegria a festa organizaram.

Meus compadres e comadres
Vou agora lhes contar
Como é a festa no interior
Até o sol raiar.

Todos se agitam
Na véspera de São João
As moças preparam seus vestidos
E a rapaziada o quentão.

Os mais velhos prepara
Com cuidado a fogueira
E espera a comadre
Pra dançar forró a noite inteira.

A criançada divertida
Brinca sem cansar
E olha admirada o pai
O balão a soltar.

Comida tem que não acaba mais
Pé-de-moleque, milho assado,
Canjica, pamonha, mungunzá
Bolo e milho cozinhado.

Tem refresco para os meninos
Quentão para a rapaziada
Tem mulher bonita
Dos pés a cabeça enfeitada.



Tem quadrilha ao redor da praça
Em plena noite de luar
Ao céu aberto todos brincam
Fazendo um grande arraiá.

Caminho na roça, todos dançam
Alavandú, anarriê!
Olha a foto! Segue o passo!
Olha a chuva! Balance!

Festa no interior
Eta festa de abalar!
Quem está dentro não quer sair
Quem está fora quer entrar.

Mas preste muita a atenção
Principalmente a meninada
Não brinquem com fogo
Pra não sair da festa queimada.

Soltar fogos, só adultos!
Nada de bomba rojão
Porque estourar bomba é perigoso
Faz perder até pé ou mão.



É o conselho que o educandário
Nossa Senhora da Conceição:
Brincar com alegria
Mas, com cuidado e atenção.

No interior ou na cidade
Não importa onde seja
Brinque, se divirta!
É o que o educandário deseja.

Eloisia Serafim- 2008



O MESTRE DA CULTURA POPULAR

Este ano o educandário
 Nossa Senhora da Conceição
Irá homenagear um artista popular
Que teve participação na educação.

Á cultura nordestina
Sua grande contribuição.
Como músico, produtor
Professor e artesão.

Com honra e alegria
Iremos um pouco contar
Sua gloriosa história
Que entre gerações irá ficar.

Também foi criança um dia
O mestre da cultura popular
E com toda alegria vivia
A cantar, tocar rabeca e dançar.

Conhecido como Mestre Salu
Ele é Manoel Salustiano Soares
Nascido no interior de Pernambuco
Em Aliança, cidade de bons ares.

Ensinado por seu pai
Aprendeu o jovem Salu
A tocar e produzir rabeca
De imburana, pinho e mulungu.

Foi mostrando suas artes
Personagens de folclore e maracatu
De Aliança para o mundo
Levados de norte a sul.

Sempre participava
Dos folguedos de Aliança
Que cada vez o encantava
Bumba-meu-boi e toda festança.

Mas foi o cavalo-marinho
A sua maior paixão
Além de contemplar as cantorias
Danças e folguedos da região.

Personagens, músicas e coreografias
Começou então, a criar
Foi à França, Estados Unidos, Cuba  e Bolívia
Sua arte divulgar.

 Aos 62 anos, no Recife
O Mestre Salu faleceu
31 de agosto de 2008
O céu de alegria se encheu.

Pois lá em cima mestre Salu
Continua sua festança
 E nós cá na terra
Continuamos com sua herança.

De arte, cultura e alegria
Cavalo-marinho e arrelim
Com Mateus e Catirina
Tudo isso pra você e pra mim.

Mas vamos minha gente
Do Mestre Salu se despedir
E continuar a nossa festa
Porque muita alegria está por vir.

Eloisia Serafim- 05/2009



sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Símbolo de vida




Esse pequeno botão de rosa singelo e frágil foi e é capaz de resistir às diversidades. Assim é
nossa vida. Meses atrás esse pezinho de rosa era um vaso cheio de rosetas. Com o passar dos dias as rosas murcharam, suas folhas secaram, restando somente pequenos gravetos. Obviamente, foi desprezada. Não havia mais beleza, nem encanto. Entretanto, suas raízes estavam lá, firmes, se alimentando da brisa, da água da chuva, dos raios solares e da natural necessidade de florescer. Foi então, que num desses dias que você está em casa e quer se dedicar as sua casa, seu quintal, suas plantas, que eu me surpreendi. Surpreendi-me com as folhas verdinhas e esse pequeno botão. Resolvi fazer uma homenagem a essa pequenina, pois, observando-a refleti sobre nossa breve existência aqui na terra e o quanto devemos cultivar, adubar nossos sentimentos diante da vida. Vida esta, que as vezes nos deixa murchos, sem vontade de viver, que as vezes nos secamos por dentro com mágoas e coisas insignificantes. Mas, a natureza é tão esplendorosa que nos rega com o amor, com a simplicidade, com a amizade, com as coisas puras que encontramos em outros seres que igualmente a nós sente a necessidade de viver e de ser feliz. Por isso minha rozita querida, e aos meus amigos eu os homenageio hoje. Reconheço que feliz e grata estou por viver e ter amigos.



“COMO UM NÁUFRAGO QUE SE AGARRA A UM PEDAÇO DE PAU, PARECEU-LHE DE REPENTE QUE TAMBÉM ELE PODERIA VIVER, QUE AINDA EXISTIA VIDA, QUE SUA VIDA NÃO CESSARA...”(Dostoiéviski, p.195)
Sinto-me um náufrago, que a pesar de estar perdido na imensidão do mar com receio de morrer a deriva ou ser engolida pelos tubarões dessa van sociedade, busco forças para lutar contra eu mesma, meus medos, minhas mágoas, minhas iras. E, como o velho e o mar, procuro superar, persistir e perseverar porque sei que há saída(s) para lutar por meus ideais, esmagando os algozes que me aterrorizam e tentam me lançar às águas agitadas.
“A FORÇA É NECESSÁRIA, SEM ELA NADA SE FAZ; MAS A FORÇA É QUE ORIGINA A FORÇA, E ISSO É O QUE ELES IGNORAM.”(Dostoiéviski)

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Findando o dia, sinto-me na obrigação e ao mesmo tempo com a necessidade de agradecer a Deus pela minha vida e por todas as minhas conquistas, a pesar de algumas derrotas, tristezas e perdas. Hoje sou consciente de que sou uma pessoa abençoada e privilegiada ao olhar a minha volta e perceber outras pessoas que a muito tempo sofrem e não vivem apenas sobrevivem, nesse mundo cheio de desigualdades.
Tenho saúde, tenho três filhos saudáveis, tenho um teto e luta a cada dia para melhora de minha vida e dos meus, assim como todo e qualquer cidadão arregaça as mangas e vai a luta todos os dias, sem medo de calejar, de suar, de cansar e de cair, por que mais a frente você tem a possibilidade de levantar , lavar o rosto e olhar além do horizonte as coisas maravilhosas que Deus e toda a Natureza criadora nos oferece a cada manhã, a cada segundo, a cada respirar...

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

LAMÚRIAS...

É com aquele nó na garganta, língua travada e dentes cerrados, 
que minha cabeça parece esfumaçar num turbilhão de pensamentos.
Perguntas e mais perguntas vão surgindo no alvoroço e inquietude
que se compra-diz em mim.
Os porquês parecem rasgar minha pele aos poucos
e sangrar com respostas vazias...
A ritimia tira minha completa inércia, diante tamanha circunstância;
parece sufocar-me, não sei até quando suportarei, 
sei apenas que suportar é preciso, já.
Preciso manter-me sóbria de lamúrias, sóbria de insultos,
de palavras amargas e cheias de dessabores,
para que eu possa manter-me viva e deixar viver os que precisam de mim.
Minha alma dói nesse momento e o aperto em meu peito é tamanho,
porque escondido por trás de meu sorriso e alegrias do dia, 
estão meus tormentos e prantos noturnos.
As lágrimas são necessárias agora, parecem aliviar minhas dores e feridas,
 antes que um novo dia comece e minha vida recomece.
ELOISIA SERAFIM  03/01/2012

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

PARTE 5

Sempre encontrei obstáculos em minha breve jornada terrena. Também encontrei pessoas boas... Conclui, então, que não existem somente coisas ruins e pessoas mal intencionadas.
Na simplicidade, encontramos valores que não cabem na vaidade e no egoísmo. Com essa reflexão sobre simplicidade, fiz uma viagem nesse momento no “túnel do tempo”, regressando ao passado: Eu, menina,  estava a brincar livre...na relva, melhor, no mato verdinho e aquele cheiro de estrume de boi. Não pensem caro leitor, que isso é ruim!
 É só cheiro de saudade. Isso é cheiro da recordação matuta, de quem foi criada andando pelos sítios do interior, acordando cedinho pra ir buscar um litro de leite, que minha madrinha fazia questão de me dar. Tirado na horinha das tetas da vaca! Que tempo bom!
Recordo-me, que certa vez meu padrinho Seba, perguntou se eu queria leite fresquinho, balancei a cabeça que sim. Ele acenou pra minha madrinha, fazendo gesto para que buscasse um copo e acrescentou: _ Custódia traz um punhado de açúcar pra colocar no leite a pequena! Enquanto padrinho puxava as tetas da vaca, o leite espirrava pra todo lado enchendo o copo, depois disso um pouco de açúcar e... que delícia, era saborear aquele leite quentinho cheio de espuma fazendo bigode em mim.
No caminho de volta eu pulava feito uma cabrita, cantarolando e seguindo minha mãe.
Eu era muito pequena, uns 4 a 5 anos, mas lembro-me como se tivesse sido ontem, mato verdinho pra todo lado, molhado pelo orvalho da manhã, o riacho, o gado solto, o pé de pitomba magro e gigante, as mangueiras, os imbuzeiros, e aquelas enormes jaqueiras.
Ahhh! Como é bom recordar... resgatar do fundo das lembranças coisas boas que também tive. Saudades daquele tempo em que eu era feliz e nem sabia.




A CAIXA DE PANDORA



Conta-nos as várias versões do mito grego que Prometeu (o que vê antes ou prudente, previdente) é o criador da humanidade. Era um dos Titãs, filho de Jápeto e Clímene e também irmão de Epimeteu (o que vê depois, inconsequente), Atlas e Menécio. Os dois últimos se uniram a Cronos na batalha dos Titãs contra os deuses olímpicos e, por terem fracassado, foram castigados por Zeus que então tornou-se o maior de todos os deuses.
Prevendo o fim da guerra, Prometeu uniu-se a Zeus e recomendou que seu irmão Epimeteu também o fizesse. Com isso, Prometeu foi aumentando os seu talentos e conhecimentos, o que despertou a ira de Zeus, que resolveu acabar com a humanidade. Mas a pedido de Prometeu, o protetor dos homens, não o fez.
Um dia, foi oferecido um touro em sacrifício e coube a Prometeu decidir quais partes caberiam aos homens e quais partes caberiam aos deuses. Assim, Prometeu matou o touro e com o couro fez dois sacos. Em um colocou as carnes e no outro os ossos e a gordura. Ao oferecer a Zeus para que escolhesse, esse escolheu o que continha banha e, por este ato, puniu Prometeu retirando o fogo dos humanos.
Depois disso, coube a Epimeteu distribuir aos seres qualidades para que pudessem sobreviver. Para alguns deu velocidade, a outros, força; a outros ainda deu asas, etc. No entanto, Epimeteu, que não sabe medir as consequências de seus atos, não deixou nenhuma qualidade para os humanos, que ficaram desprotegidos e sem recursos.
Foi então que Prometeu entrou no Olimpo (o monte onde residiam os deuses) e roubou uma centelha de fogo para entregar aos homens. O fogo representava a inteligência para construir moradas, defesas e, a partir disso, forçar a criação de leis para a vida em comum. Surge assim a política para que os homens vivam coletivamente, se defendam de feras e inimigos externos, bem como desenvolvam todas as técnicas.
Zeus jurou vingança e pediu para o deus coxo Hefestos que fizesse uma mulher de argila e que os quatro ventos lhe soprassem a vida e também que todas as deusas lhe enfeitassem. Essa mulher era Pandora (pan = todos, dora = presente), a primeira e mais bela mulher já criada e que foi dada, como estratégia de vingança, a Epimeteu, que, alertado por seu irmão, recusou respeitosamente o presente.
Ainda mais furioso, Zeus acorrentou Prometeu a um monte e lhe impôs um castigo doloroso, em que uma ave de rapina devoraria seu fígado durante o dia e, à noite, o fígado cresceria novamente para que no outro dia fosse outra vez devorado, e assim por toda eternidade.
No entanto, para disfarçar sua crueldade, Zeus espalhou um boato de que Prometeu tinha sido convidado ao Olimpo, por Atena, para um caso de amor secreto. Com isso, Epimeteu, temendo o destino de seu irmão, casou-se com Pandora que, ao abrir uma caixa enviada como presente (e que Prometeu tinha alertado para não fazê-lo), espalhou todas as desgraças sobre a humanidade (o trabalho, a velhice, a doença, as pragas, os vícios, a mentira, etc.), restando dentro dela somente a ilusória esperança.
Por isso, o mito da caixa de Pandora quer significar que ao homem imprudente e temeroso são atribuídos os males humanos como consequência da sua falta de conhecimento e previsão. Também é curioso observar como o homem depende de sua própria inteligência para não ficar nas mãos do destino, das intempéries e dos próprios humanos.
Por João Francisco P. Cabral
Colaborador Brasil Escola
Graduado em Filosofia pela Universidade Federal de Uberlândia - UFU
Mestrando em Filosofia pela Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP

Como boneca de louça

Olho todos a minha volta nada sabem do meu ser e o que mais me revolta é que fingem não me ver. Busco falar com as portas com as jan...