quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

NATUREZA: TERRA-MÃE



Sentir essa brisa morna
Numa tarde ensolarada
É um dos poucos momentos
 Em que não me sinto desolada.
A natureza de onde vim
E por ela fui criada
Aos poucos vou retribuir
Do muito que a mim foi dada.
Mas, eu percebo
Aqui, ali, em qualquer lugar
Porque ela é natureza-vida
Podemos sentir por onde passar.
Nessa natureza nasci
Cresci e fui criada
É pra ela que voltarei
Natureza-terra- mãe amada.

09/09/10

DO SONHO À CIVILIZAÇÃO



Ao fechar os olhos
Até que
O corpo chegue a adormecer
Tudo é possível
No mundo dos sonhos
Acontecer...
Nos sonhos podemos
Sentir perto quem amamos;
Tocar, abraçar,
Ver um leve sorriso,
Sentindo-me no paraíso.
É chegar perto
Do que longe está
Como mágica
Ou máquina do tempo
Retroceder ou avançar
Para onde o coração
Quiser levar...
Mas...Que pena!
Amanhece.
O sonho, adormece.
De alegria à comoção
Acordo e enfrento a realidade:
Volto à civilização.
22/04/2011

ÚLTIMA PÁGINA



Mesmo que adoeça o coração
Com ondas de ilusão,
Melhor é buscar a vida
E viver com emoção
Lutar por um lugar ao sol
Sem ninguém se ferir
Batalhar sem guerreiros
Buscar a si.
Trabalhar sem calejar...
O corpo que já cansado está
Sorrir o que ainda existir
Deixar-se apaixonar...
Sem medo de errar
E quando a dor chegar...
Quando um sentimento romper...
Uma lágrima rolar...
Mas, quando o fim se aproximar
Á Deus, eu ficarei agradecida
Porque contente terei terminado
A última página da minha vida.

22/04/2011

BÊBADO


Manhã nublada e fria
Fazia-me pensar
E o vento sorria
Do meu breve penar.

Refletia sobre a vida
Sobre o mundo, tudo enfim
Sobre as idas e vindas
Que outrora era assim:

Repleta de alegria
Harmonia sem fim
Porém, hoje é tristeza
E a vida rir de mim.

Amizade não tenho mais
Prestígio muito menos
Não existe oportunidades
Para um pobre bêbado.

Nas ruas vivo a procurar
Um ombro amigo, mas quem acha?
Só me resta de consolo
O maldito copo de cachaça.
2003

MÍSTICO



Pássaro quer voa em céus limpos, onde a natureza é branda e inocente ao mundo do ser humano.
Pássaro azul límpido e majestoso segues ao longo do teu destino, para um lugar desconhecido, onde ninguém possa te ver.. foges para o mundo cheio de esperança, onde não há dor, nem a desgraça dos homens.
Ser perfeito, te vejo em todas as minhas manhãs e ao anoitecer do dia.
Teu silencio diz-me que onde vás, é um lugar melhor.
Apareces até nos meus sonhos, irei contigo quando for preciso.
Em pleno crepúsculo, chamando-me estavas, e eu te seguia.. seguia todos os seus movimentos, cada um de seus rodopios, e meu sorriso refletia no céu, este brilhava.
No caminho haviam rosas, e eu as tocava , e mesmo se sentisse seus espinhos, eles não me machucavam, precioso pássaro me protegia de todo o mal que passava por mim.
A trajetória era cansativa, e ilustrativa.
Em seguida vi crianças brincando e pensei – Será que isso é ser feliz? Sem nenhum problema que o mundo poderia trazer ou obstáculo que me faria desistir?
Eu estava chegando ao verde, lugar pelo qual nunca tinha ouvido falar ou estado.
O pássaro azulado sorria pra mim.
Quando passei havia uma pequena praça.. e um homem e uma mulher. - Eles discutiam, pra ser exata brigavam.
Tolice...
Na hora me passou pela cabeça o quanto eu era sortuda, de poder ir a um lugar, esplêndido e os outros iriam ficar pra trás,
Lugar onde não haveriam intrigas, e que viver seria a nossa única obrigação.
O caminhos estava estreito e eu escutava o barulho d'água.
Tirei do meu rosto o verde das plantas que me cercavam.
Havia um rio, tão azul quando o mágico pássaro. Ele pousou numa rocha bem no meio do rio, e me dizia pra eu ir até ele.
Eu dava as primeiras passadas e a água já cobriam meus pés.
Eu começava a ter medo, a água estava gelada, o ar estava frio, mesmo assim eu continuava.
O pássaro me dizia para não temer, pois ele estava comigo e iria me proteger.
Eu chorava, mais tinha coragem para seguir em frente.
A água já cobria meus olhos, e não conseguia mais voltar pra cima.
O pássaro entrava no imenso rio e brilhava, e tinha agora a certeza de que ele era mágico.. ele me dizia que havia conseguido então.
Trasformava-se em um ser do qual eu não fazia idéia de qual era.
Mais me deu a mão, enquanto eu me afogava no infinito.estávamos apenas eu e ele ali parados.
Eu não conseguia mais respirar, mas me mantinha como estava.
Fechei meus olhos e tive meu último pensamento:
     irei para um outro lugar, lugar maravilhoso, e neste aqui constatava meu último registro: Meu Adeus!
Autora: Priscila Serafim
















O CAÇADOR DE SORTE

                  _ Meu Deus acordei muito tarde !!!!!-gritava o ancião- já são 8:00hs, o sol já está alto, preciso colocar água nas minhas plantas.
Que desespero para um homem daquela idade estava se preocupando também em aguar plantas. Mas, bem que ele tinha lá os seus motivos, pois ninguém se preocupava assim sem nenhuma razão.
_ Preciso aguá-las logo! preciso aguá-las logo! Várias vezes repetia – parecia está desvairando-se.
Logo ia para seu extenso jardim, onde havia várias plantas, comigo-ninguém-pode, arruda, trevo, bem como lindas flores: cravos, orquídeas, rosas de variadas cores, jasmim e outras, cada qual exalando seu perfume especial.
Com dinheiro de sua aposentadoria comprava muitas coisas, de culturas diversas, ele dizia que era para atrair a sorte.
_ Pronto minhas plantinhas, eu já as aguei, vocês estão alegres e lindíssimas. A tardinha eu volto para alimentá-las com os adubos que comprei ontem e matarei a sede todas, pois o dia hoje está muito quente.
Ainda no jardim visitava os gnomos gesso espalhados por todo o jardim, os pequenos elfos encomendados numa loja especializada e observava o caminho que dava para a entrada da casa, para ver se todas as pedras estavam em seus lugares eram sechos, pedras coloridas de ametista, jaspe, turmalina preta, quartzo de várias cores e cristalizados. Era tudo muito bonito e bem cuidado.
Ao entrar na sala havia um enorme tapete indiano algumas algumas almofadas e uma enorme de madeira com vários livros de auto-ajuda, livros espíritas, o Torá, a Bíblia, muitos livros, todos já lidos do outro lado bisquis e objetos tailandês, africano, chinês, indiano e esculturas brasileiras.
_ Já estava esquecendo de acender minhas velas aromáticas e meus incensos.
Depois que acendia, sentava sobre o tapete em posição para meditar e começava a elevar seus pensamentos aos céus, a natureza, ao universo à Deus:
_ Eu vos invoco, peço proteção e sorte em todos meus dias, todas minhas horas e minutos. Ficava ali por mais de meia hora fazendo suas orações.
Não se deu conta que o tempo passara tão rápido e chegou a hora do almoço e não havia feito nada. Até porque para ele horas de refeição também são horas sagradas.
Saiu as carreiras e já estava em sua pequena cozinha, simples, apenas com uma mesa de madeira antiga, um pequeno armário e seu fogão a lenha.
Enquanto a lenha começava a pegar, corria para o quintal , colhia alguns legumes e verduras, corria até o poleiro e pegava uns ovos que algumas de suas pequenas galinhas puseram e pronto. Em pouco tempo conseguia aprontar sua refeição, sadia. Sim! Sadia, porque papa ele essas comidas prontas e verduras e frutas e tudo mais não prestam são todas mexidas pelo homem, mexendo na lei da natureza usando químicas e experimentos para os alimentos ficarem mais bonitos e atrativos. No seu quintal não!? era tudo bem natural cuidado pelas próprias mãos sem precisar de adubos e agrotóxicos.
_ Que homem de sorte sou eu, tenho tudo que preciso, dentro dentro de minha própria casa. Eu sou o homem mais sortudo do mundo. Depois do almoço deu um cochilo, levantou-se logo para aguar suas plantas.
Nisso já estava escurecendo, quando também estava chegando o cansaço , então acendeu seus incensos, suas velas aromáticas, tomou um banho de água cristalina da própria fonte que tinha no fundo do quintal. Era muito importante fazer todo esse ritual todas as noites, porque assim purificava seu corpo, e deixava sua casa aromatizada e livre de qualquer azar.
Entretanto, antes de dormir sentiu uma tristeza profunda, um vazio em seu coração e uma lágrima também solitária escorreu em seu rosto marcado pelo tempo. Adormeceu.
Ao amanhecer, já não havia jardim, nem livros, nem tapetes, nem sorte, nem o corpo do caçador de sorte. Tudo virara pó.
Ao dormir esquecera as velas acessas próximas a prateleira de livros e ao ventar forte caiu em uns livros, o bastante para o fogo se alastrar tão rápido, em tão pouco tempo, sem que o homem se desse conta.
Nem homem, nem sorte, absolutamente nada restara naquele lugar além de seus ossos. Por onde andava a sorte!?
A verdade é que há muitos anos ele se trancara para a vida e para as pessoas, não tinha filhos, não tinha ninguém. Fugiu a vida inteira das pessoas, procurou ter um pouquinho do mundo em sua casa que parecia mais um templo sincrético, onde se escondia por trás da sorte ou atrás da sorte. Achava que assim encontraria a verdadeira alegria, que jamais conseguiu ter, pois só teve como companheira a solidão e com ela se esvaiu para todo o sempre.
11.2010

Eloisia Serafim

MENSAGEIROS

Naquele lugar onde eu me encontrava era tudo muito estranho. As pessoas pareciam fugir de algo, desesperadas correndo e olhando para trás. Eu era uma delas.
Porém, eu não fazia o mesmo que essas pessoas, eu só observava como se flutuasse e ficasse ao par de tudo que acontecia por lá e outros lugares.
De repente a água avançava. Algumas pessoas deixavam-se ser levadas, outras caiam e se levantavam, outras ainda permaneciam distantes procurando abrigo, onde a água não as tocasse. Eu? Não tenho muita lembrança, mas sei que as águas ficavam cada vez mais turbulentas, porém só tocavam levemente os meus pés.
Segui caminho e lá estava eu entre casebres, pessoas ansiando por comida. Cachorros nos quintais, que ao invés de me atacarem , não o faziam apenas olhavam pra mim, como se pedissem com os olhos alguma coisa, ou me avisassem algo.
De quintal em quintal, eu entrava nas casas e viam famílias juntas alegres, e famílias paradas a espera de alguma coisa. O que seria tudo aquilo? Ficava sempre me indagando, mas observando cada detalhe. Todos estavam com suas famílias, mas eu...estava só. Talvez porque eu estava os vendo de cima.
Pouco depois comecei a ver uma grande plantação, parecia dourar aos reflexos do sol, já não havia mais água, nem agonia.
Havia apenas sol e uma suave suave brisa que fazia a plantação se mover e de longe avistava homens de idade avançada, tranquilos e pacientes vagando sobre os frutos a serem colhidos . Havia paz ao passar por ali.
Depois continuei minha caminhada, até chegar em outra cidade. Eu tinha uma ligeira impressão de conhecer aquela cidade, aqueles prédios, casas, lojas, ruas largas. Eu procurava alguém. Mas...estava sozinha. Quando finalmente encontrei alguém, perguntava por outro alguém que nem mesmo sabia quem era. Sabia apenas que era importante, porque eu desejava com fervor encontrá-la. Talvez fosse uma mãe, um pai, um filho, um amor, não sei.
Isso foi a noite toda, até que raiou o dia , despertei e percebi que tudo não passava de um longo sonho. No momento não liguei muito pra o sonho, mas durantes dias me fez refletir. Cheguei então a uma conclusão de que toda essa viagem seria minha busca contante de encontrar a mim mesma. A busca era interior. A águas turbulentas eram meus sentimentos, e o que fazia com que eu não fosse levada pelas águas era a minha perseverança.
Minha busca constante era guiada pelas mãos de quem me ajuda na caminhada terrena, ajudando-me no meu crescimento espiritual e a superar os problemas do dia a dia, Ele se chama Jesus, enviado por Deus, tendo como mensageiros e protetores seus serafins.
30. 10. 2010 Eloisia Serafim

Como boneca de louça

Olho todos a minha volta nada sabem do meu ser e o que mais me revolta é que fingem não me ver. Busco falar com as portas com as jan...