quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

MÍSTICO



Pássaro quer voa em céus limpos, onde a natureza é branda e inocente ao mundo do ser humano.
Pássaro azul límpido e majestoso segues ao longo do teu destino, para um lugar desconhecido, onde ninguém possa te ver.. foges para o mundo cheio de esperança, onde não há dor, nem a desgraça dos homens.
Ser perfeito, te vejo em todas as minhas manhãs e ao anoitecer do dia.
Teu silencio diz-me que onde vás, é um lugar melhor.
Apareces até nos meus sonhos, irei contigo quando for preciso.
Em pleno crepúsculo, chamando-me estavas, e eu te seguia.. seguia todos os seus movimentos, cada um de seus rodopios, e meu sorriso refletia no céu, este brilhava.
No caminho haviam rosas, e eu as tocava , e mesmo se sentisse seus espinhos, eles não me machucavam, precioso pássaro me protegia de todo o mal que passava por mim.
A trajetória era cansativa, e ilustrativa.
Em seguida vi crianças brincando e pensei – Será que isso é ser feliz? Sem nenhum problema que o mundo poderia trazer ou obstáculo que me faria desistir?
Eu estava chegando ao verde, lugar pelo qual nunca tinha ouvido falar ou estado.
O pássaro azulado sorria pra mim.
Quando passei havia uma pequena praça.. e um homem e uma mulher. - Eles discutiam, pra ser exata brigavam.
Tolice...
Na hora me passou pela cabeça o quanto eu era sortuda, de poder ir a um lugar, esplêndido e os outros iriam ficar pra trás,
Lugar onde não haveriam intrigas, e que viver seria a nossa única obrigação.
O caminhos estava estreito e eu escutava o barulho d'água.
Tirei do meu rosto o verde das plantas que me cercavam.
Havia um rio, tão azul quando o mágico pássaro. Ele pousou numa rocha bem no meio do rio, e me dizia pra eu ir até ele.
Eu dava as primeiras passadas e a água já cobriam meus pés.
Eu começava a ter medo, a água estava gelada, o ar estava frio, mesmo assim eu continuava.
O pássaro me dizia para não temer, pois ele estava comigo e iria me proteger.
Eu chorava, mais tinha coragem para seguir em frente.
A água já cobria meus olhos, e não conseguia mais voltar pra cima.
O pássaro entrava no imenso rio e brilhava, e tinha agora a certeza de que ele era mágico.. ele me dizia que havia conseguido então.
Trasformava-se em um ser do qual eu não fazia idéia de qual era.
Mais me deu a mão, enquanto eu me afogava no infinito.estávamos apenas eu e ele ali parados.
Eu não conseguia mais respirar, mas me mantinha como estava.
Fechei meus olhos e tive meu último pensamento:
     irei para um outro lugar, lugar maravilhoso, e neste aqui constatava meu último registro: Meu Adeus!
Autora: Priscila Serafim
















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