sábado, 24 de dezembro de 2011

sábado, 17 de dezembro de 2011

ALEGRIA

Sinto neste instante
uma alegria inefável
que invade minha’lma.
A chuva que cai
parece banhar meu corpo
-este ser materialmas
banha também
o meu espiritual.
É como se não houvesse
dor, tristezas ou mazelas.
Sinto o aroma de rosas
a brisa do meu corpo
as gotículas no meu rosto.
Parece que flutuo
em plena chuva
sem amparo
sem bens
sem nada.
30/01/2003

A VERDADEIRA GUERRA

A guerra que vejo
não está nas armas
porque elas não expressam
sentimentos;
A guerra está no coração
daqueles cujo amor
não floresceu.
A guerra não está
na bomba atômica;
mas na alma
daqueles em que o ódio
os cobre como um manto.
A guerra não está na miséria física
ou econômica;
mas no espírito fraco
e pobre de amor.

FANTASIA

Ai de nós se não fosse
a nossa doce fantasia
nos sentiríamos tristes
não haveria alegria.
Quem tem a fantasia
em seus pensamentos
não tem a vida vazia
não tem na vida tormentos.
Para quem tem a fantasia
como verdadeiro escudo
não tem medo da hipocrisia
que existe nesse mundo.
Só tenho medo que um dia
todos os sonhos acabem
e a fantasia que era alegria
deixe apenas saudade.

PRECISO DE MUDANÇA

Preciso mudar minha vida
mudar de rumo
acabar com a lida
de escambos e escombros
de restos de sentimentos
que a mim foram dados
e ainda julgados.
Quero não ser mais ferida
flechada ou sofrida
quero mudar meu rumo
ir ao encontro à felicidade
esperando-me de braços abertos
como uma mãe bondosa
espera seu filho
ou ir de encontro à felicidades
nem que seja na eternidade.
25/08/10

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

NATUREZA: TERRA-MÃE



Sentir essa brisa morna
Numa tarde ensolarada
É um dos poucos momentos
 Em que não me sinto desolada.
A natureza de onde vim
E por ela fui criada
Aos poucos vou retribuir
Do muito que a mim foi dada.
Mas, eu percebo
Aqui, ali, em qualquer lugar
Porque ela é natureza-vida
Podemos sentir por onde passar.
Nessa natureza nasci
Cresci e fui criada
É pra ela que voltarei
Natureza-terra- mãe amada.

09/09/10

DO SONHO À CIVILIZAÇÃO



Ao fechar os olhos
Até que
O corpo chegue a adormecer
Tudo é possível
No mundo dos sonhos
Acontecer...
Nos sonhos podemos
Sentir perto quem amamos;
Tocar, abraçar,
Ver um leve sorriso,
Sentindo-me no paraíso.
É chegar perto
Do que longe está
Como mágica
Ou máquina do tempo
Retroceder ou avançar
Para onde o coração
Quiser levar...
Mas...Que pena!
Amanhece.
O sonho, adormece.
De alegria à comoção
Acordo e enfrento a realidade:
Volto à civilização.
22/04/2011

ÚLTIMA PÁGINA



Mesmo que adoeça o coração
Com ondas de ilusão,
Melhor é buscar a vida
E viver com emoção
Lutar por um lugar ao sol
Sem ninguém se ferir
Batalhar sem guerreiros
Buscar a si.
Trabalhar sem calejar...
O corpo que já cansado está
Sorrir o que ainda existir
Deixar-se apaixonar...
Sem medo de errar
E quando a dor chegar...
Quando um sentimento romper...
Uma lágrima rolar...
Mas, quando o fim se aproximar
Á Deus, eu ficarei agradecida
Porque contente terei terminado
A última página da minha vida.

22/04/2011

BÊBADO


Manhã nublada e fria
Fazia-me pensar
E o vento sorria
Do meu breve penar.

Refletia sobre a vida
Sobre o mundo, tudo enfim
Sobre as idas e vindas
Que outrora era assim:

Repleta de alegria
Harmonia sem fim
Porém, hoje é tristeza
E a vida rir de mim.

Amizade não tenho mais
Prestígio muito menos
Não existe oportunidades
Para um pobre bêbado.

Nas ruas vivo a procurar
Um ombro amigo, mas quem acha?
Só me resta de consolo
O maldito copo de cachaça.
2003

MÍSTICO



Pássaro quer voa em céus limpos, onde a natureza é branda e inocente ao mundo do ser humano.
Pássaro azul límpido e majestoso segues ao longo do teu destino, para um lugar desconhecido, onde ninguém possa te ver.. foges para o mundo cheio de esperança, onde não há dor, nem a desgraça dos homens.
Ser perfeito, te vejo em todas as minhas manhãs e ao anoitecer do dia.
Teu silencio diz-me que onde vás, é um lugar melhor.
Apareces até nos meus sonhos, irei contigo quando for preciso.
Em pleno crepúsculo, chamando-me estavas, e eu te seguia.. seguia todos os seus movimentos, cada um de seus rodopios, e meu sorriso refletia no céu, este brilhava.
No caminho haviam rosas, e eu as tocava , e mesmo se sentisse seus espinhos, eles não me machucavam, precioso pássaro me protegia de todo o mal que passava por mim.
A trajetória era cansativa, e ilustrativa.
Em seguida vi crianças brincando e pensei – Será que isso é ser feliz? Sem nenhum problema que o mundo poderia trazer ou obstáculo que me faria desistir?
Eu estava chegando ao verde, lugar pelo qual nunca tinha ouvido falar ou estado.
O pássaro azulado sorria pra mim.
Quando passei havia uma pequena praça.. e um homem e uma mulher. - Eles discutiam, pra ser exata brigavam.
Tolice...
Na hora me passou pela cabeça o quanto eu era sortuda, de poder ir a um lugar, esplêndido e os outros iriam ficar pra trás,
Lugar onde não haveriam intrigas, e que viver seria a nossa única obrigação.
O caminhos estava estreito e eu escutava o barulho d'água.
Tirei do meu rosto o verde das plantas que me cercavam.
Havia um rio, tão azul quando o mágico pássaro. Ele pousou numa rocha bem no meio do rio, e me dizia pra eu ir até ele.
Eu dava as primeiras passadas e a água já cobriam meus pés.
Eu começava a ter medo, a água estava gelada, o ar estava frio, mesmo assim eu continuava.
O pássaro me dizia para não temer, pois ele estava comigo e iria me proteger.
Eu chorava, mais tinha coragem para seguir em frente.
A água já cobria meus olhos, e não conseguia mais voltar pra cima.
O pássaro entrava no imenso rio e brilhava, e tinha agora a certeza de que ele era mágico.. ele me dizia que havia conseguido então.
Trasformava-se em um ser do qual eu não fazia idéia de qual era.
Mais me deu a mão, enquanto eu me afogava no infinito.estávamos apenas eu e ele ali parados.
Eu não conseguia mais respirar, mas me mantinha como estava.
Fechei meus olhos e tive meu último pensamento:
     irei para um outro lugar, lugar maravilhoso, e neste aqui constatava meu último registro: Meu Adeus!
Autora: Priscila Serafim
















O CAÇADOR DE SORTE

                  _ Meu Deus acordei muito tarde !!!!!-gritava o ancião- já são 8:00hs, o sol já está alto, preciso colocar água nas minhas plantas.
Que desespero para um homem daquela idade estava se preocupando também em aguar plantas. Mas, bem que ele tinha lá os seus motivos, pois ninguém se preocupava assim sem nenhuma razão.
_ Preciso aguá-las logo! preciso aguá-las logo! Várias vezes repetia – parecia está desvairando-se.
Logo ia para seu extenso jardim, onde havia várias plantas, comigo-ninguém-pode, arruda, trevo, bem como lindas flores: cravos, orquídeas, rosas de variadas cores, jasmim e outras, cada qual exalando seu perfume especial.
Com dinheiro de sua aposentadoria comprava muitas coisas, de culturas diversas, ele dizia que era para atrair a sorte.
_ Pronto minhas plantinhas, eu já as aguei, vocês estão alegres e lindíssimas. A tardinha eu volto para alimentá-las com os adubos que comprei ontem e matarei a sede todas, pois o dia hoje está muito quente.
Ainda no jardim visitava os gnomos gesso espalhados por todo o jardim, os pequenos elfos encomendados numa loja especializada e observava o caminho que dava para a entrada da casa, para ver se todas as pedras estavam em seus lugares eram sechos, pedras coloridas de ametista, jaspe, turmalina preta, quartzo de várias cores e cristalizados. Era tudo muito bonito e bem cuidado.
Ao entrar na sala havia um enorme tapete indiano algumas algumas almofadas e uma enorme de madeira com vários livros de auto-ajuda, livros espíritas, o Torá, a Bíblia, muitos livros, todos já lidos do outro lado bisquis e objetos tailandês, africano, chinês, indiano e esculturas brasileiras.
_ Já estava esquecendo de acender minhas velas aromáticas e meus incensos.
Depois que acendia, sentava sobre o tapete em posição para meditar e começava a elevar seus pensamentos aos céus, a natureza, ao universo à Deus:
_ Eu vos invoco, peço proteção e sorte em todos meus dias, todas minhas horas e minutos. Ficava ali por mais de meia hora fazendo suas orações.
Não se deu conta que o tempo passara tão rápido e chegou a hora do almoço e não havia feito nada. Até porque para ele horas de refeição também são horas sagradas.
Saiu as carreiras e já estava em sua pequena cozinha, simples, apenas com uma mesa de madeira antiga, um pequeno armário e seu fogão a lenha.
Enquanto a lenha começava a pegar, corria para o quintal , colhia alguns legumes e verduras, corria até o poleiro e pegava uns ovos que algumas de suas pequenas galinhas puseram e pronto. Em pouco tempo conseguia aprontar sua refeição, sadia. Sim! Sadia, porque papa ele essas comidas prontas e verduras e frutas e tudo mais não prestam são todas mexidas pelo homem, mexendo na lei da natureza usando químicas e experimentos para os alimentos ficarem mais bonitos e atrativos. No seu quintal não!? era tudo bem natural cuidado pelas próprias mãos sem precisar de adubos e agrotóxicos.
_ Que homem de sorte sou eu, tenho tudo que preciso, dentro dentro de minha própria casa. Eu sou o homem mais sortudo do mundo. Depois do almoço deu um cochilo, levantou-se logo para aguar suas plantas.
Nisso já estava escurecendo, quando também estava chegando o cansaço , então acendeu seus incensos, suas velas aromáticas, tomou um banho de água cristalina da própria fonte que tinha no fundo do quintal. Era muito importante fazer todo esse ritual todas as noites, porque assim purificava seu corpo, e deixava sua casa aromatizada e livre de qualquer azar.
Entretanto, antes de dormir sentiu uma tristeza profunda, um vazio em seu coração e uma lágrima também solitária escorreu em seu rosto marcado pelo tempo. Adormeceu.
Ao amanhecer, já não havia jardim, nem livros, nem tapetes, nem sorte, nem o corpo do caçador de sorte. Tudo virara pó.
Ao dormir esquecera as velas acessas próximas a prateleira de livros e ao ventar forte caiu em uns livros, o bastante para o fogo se alastrar tão rápido, em tão pouco tempo, sem que o homem se desse conta.
Nem homem, nem sorte, absolutamente nada restara naquele lugar além de seus ossos. Por onde andava a sorte!?
A verdade é que há muitos anos ele se trancara para a vida e para as pessoas, não tinha filhos, não tinha ninguém. Fugiu a vida inteira das pessoas, procurou ter um pouquinho do mundo em sua casa que parecia mais um templo sincrético, onde se escondia por trás da sorte ou atrás da sorte. Achava que assim encontraria a verdadeira alegria, que jamais conseguiu ter, pois só teve como companheira a solidão e com ela se esvaiu para todo o sempre.
11.2010

Eloisia Serafim

MENSAGEIROS

Naquele lugar onde eu me encontrava era tudo muito estranho. As pessoas pareciam fugir de algo, desesperadas correndo e olhando para trás. Eu era uma delas.
Porém, eu não fazia o mesmo que essas pessoas, eu só observava como se flutuasse e ficasse ao par de tudo que acontecia por lá e outros lugares.
De repente a água avançava. Algumas pessoas deixavam-se ser levadas, outras caiam e se levantavam, outras ainda permaneciam distantes procurando abrigo, onde a água não as tocasse. Eu? Não tenho muita lembrança, mas sei que as águas ficavam cada vez mais turbulentas, porém só tocavam levemente os meus pés.
Segui caminho e lá estava eu entre casebres, pessoas ansiando por comida. Cachorros nos quintais, que ao invés de me atacarem , não o faziam apenas olhavam pra mim, como se pedissem com os olhos alguma coisa, ou me avisassem algo.
De quintal em quintal, eu entrava nas casas e viam famílias juntas alegres, e famílias paradas a espera de alguma coisa. O que seria tudo aquilo? Ficava sempre me indagando, mas observando cada detalhe. Todos estavam com suas famílias, mas eu...estava só. Talvez porque eu estava os vendo de cima.
Pouco depois comecei a ver uma grande plantação, parecia dourar aos reflexos do sol, já não havia mais água, nem agonia.
Havia apenas sol e uma suave suave brisa que fazia a plantação se mover e de longe avistava homens de idade avançada, tranquilos e pacientes vagando sobre os frutos a serem colhidos . Havia paz ao passar por ali.
Depois continuei minha caminhada, até chegar em outra cidade. Eu tinha uma ligeira impressão de conhecer aquela cidade, aqueles prédios, casas, lojas, ruas largas. Eu procurava alguém. Mas...estava sozinha. Quando finalmente encontrei alguém, perguntava por outro alguém que nem mesmo sabia quem era. Sabia apenas que era importante, porque eu desejava com fervor encontrá-la. Talvez fosse uma mãe, um pai, um filho, um amor, não sei.
Isso foi a noite toda, até que raiou o dia , despertei e percebi que tudo não passava de um longo sonho. No momento não liguei muito pra o sonho, mas durantes dias me fez refletir. Cheguei então a uma conclusão de que toda essa viagem seria minha busca contante de encontrar a mim mesma. A busca era interior. A águas turbulentas eram meus sentimentos, e o que fazia com que eu não fosse levada pelas águas era a minha perseverança.
Minha busca constante era guiada pelas mãos de quem me ajuda na caminhada terrena, ajudando-me no meu crescimento espiritual e a superar os problemas do dia a dia, Ele se chama Jesus, enviado por Deus, tendo como mensageiros e protetores seus serafins.
30. 10. 2010 Eloisia Serafim

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Meu pedido especial de NATAL

Está chegando o Natal, uma época em que as pessoas querem amenizar seus problemas, deixar desavenças de lado, e buscar a paz junto com sua família. Comemorar a harmonia e a alegria de ter uma família unida. Porém, não é bem o que acontece com todas as famílias do planeta. Bem que poderia ser assim!
Mas, nós temos também que agradecer a Deus, a Natureza e forças etéreas, todos os dias por todas as lutas e as dificuldades cotidianas que encontramos a fim de ter uma vida honesta e mais tranqüila junto das pessoas que convivem conosco. Não tenho as pessoas que amo junto de mim, por que cada uma está seguindo sua vida, e... se, elas estão bem...eu fico satisfeita. O mais importante de tudo é que estou com as pessoas mais importantes de minha vida: meus 3 filhos, e o pai deles(que apesar dos problemas conjugais corriqueiros), nunca nos desamparou.
Se eu pudesse fazer um pedido especial nesse momento, para Deus, para papai Noel, ou qualquer força do bem... eu pediria a companhia de minha mãe, um abraço forte, seu carinho e seu colo...eu choraria de felicidade e o diria o quanto eu a amo. Hoje tenho 35 anos, e só tive a oportunidade de vê-la duas vezes, pois ela mora em Querência do Norte- Paraná, eu aqui do outro lado: no Nordeste. A última vez que eu consegui falar com ela foi por telefone no dia das mães. Já era noite, sua voz estava roca, pela emoção, e seu esforço era tremendo para não chorar... desde lá fiquei sem contato e estou acabando de fazer uma carta, para quem sabe ela me responda. Preciso apenas, saber se ela está bem... porque ao destino lanço meus pedidos de um dia encontrá-la novamente. Quero sentir o aconchego e a segurança, que só foi possível ter quando eu ainda estava em seu ventre.
Mas, deixemos de lado a tristeza... seguir a vida é preciso!

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Controvérsias: CONVITE

Controvérsias: CONVITE: Desde que aprendi a ler e escrever, aos meus 6 anos...senti uma necessidade de compartilhar com o papel meus sentimentos e impressões do peq...

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

PARTE 4

Muitas vezes, me pego a vagar no pensamento e sem querer cai uma lágrima no meu rosto. Tento sempre fugir dessa melancolia, mas ela insiste em me procurar. Disfarço com um sorriso gentil, como quem quer dizer: ah, já passou! Para quê relembrar coisas tristes?! Entretanto, elas estão lá no fundo dos pensamentos e vez por outra à tona reaparecem.
Esse episódio, que hoje contarei, foi um dos meus piores momentos, compartilhados com minha mãe adotiva. Eu tinha uns 9 ou 10 anos. Fazia a faxina da casa todos os sábados. Naquela tarde, após limpar todos os cômodos, lavar, encerar e deixar a casa "um brinco", uma "amiga" de minha mãe me pediu um galho de uma planta que gostávamos de colocar dentro de um jarro com água pra enfeitar a casa. Não vi razão para não obedecer seu pedido, devido o grande volume de plantas que havia em nosso quintal. Ao meu ver não iria fazer diferença um simples galho. Que maldito favor, foi aquele! No momento minha mãe havia saído, e quando chegou já foi com dois quentes  e um fervendo, esbravejando: "quem te deu permissão para dar da minha plantinha!!!!!" Nem lembro o que mais ela falou na hora. Porque fui logo sentindo os tapas nas costas e empurrões. No caminho havia encontrado a tal amiga, que havia agradecido pela gentileza.
Após, vários tabefes, imaginem!Alguns jarros espalhados pela casa, creio eu, foi a única coisa que ela enxergou, os pegando e derramando por toda a casa, da sala de estar até chegar no quintal. Obrigou-me depois, a limpar tudo. Tamanha foi sua fúria, quando eu passei por ela com o braço cheio de plantas molhadas com a água dos vasos, misturadas a meu suor e minhas lágrimas... Repentinamente tomou de meus braços aquele molho de matos e gritou: ABRA A BOCA, QUE AGORA VOCÊ VAI COMER!!!PRA APRENDER A NUNCA MAIS DAR PRA OS OUTROS O QUE NÃO É SEU!
Por Deus! eu não tinha ação, muito menos escolha, se não as mordesse. Não tive intensão nenhuma de fazer nenhuma maldade, mas, por sorte ou azar, tentei engolir o choro e depositei a minha raiva na mordida que estava prestes a dar naquelas folhas... mas a mordida não foi no alvo, foi em um dos dedos dela. Arranquei sangue... quase torei o dedo dela... e por isso o meu castigo foi ainda pior:
Com um cabo de vassoura ela me bateu forte, por todo meu corpo e minha cabeça até que eu desmaiei... por segundos...ela gritava: LEVANTE!!! É SAFADEZA SUA, VOCÊ TÁ FINGINDO! e ainda cambaleando, estava eu ali para cumprir todas as determinações que a mim fossem impostas.
Sangue para todos os lados, água, plantas, tive que cuidar do dedo machucado de joelhos. Fui obrigada a pedir perdão e rezar um Terço Mariano completo (de joelhos), para pagar meu pecado: ter dado um insignificante pedaço de mato sem permissão e ter mordido sem intenção.
Os soluços anoiteceram e amanheceram, juntos com minhas dores carnais e minhas dores emocionais. Ainda hoje me pergunto o por quê de tanta fúria, tanta mágoa, sem motivos. Eu apenas fui naquele momento um objeto usado para descarregar o rancor alheio. Ainda me entristeço ao lembrar do episódio, porém me orgulho em dizer que, a mesma pessoa que me tratou assim um dia, foi a pessoa que cuidei na hora da doença e morte. Nunca fui capaz de deixá-la de lado na hora da precisão. Apesar de relembrar esse tipo de coisa, posso dormir tranquila sem remorsos, se mágoas. Isso, a muito tempo PERDOEI!

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

A VIDA

VIDA
VI A
A
IDA
DA
VIDA

COMO ÁGUIA

Sou como uma águia
que vaga triste pelo firmamento
em busca da felicidade.

Porque a felicidade não está
na aparente liberdade de pleno voo
e sim no coração aberto para o amor.

Não é feliz
o homem que fecha o seu coração,
porque esta é a pior das prisões.

MÁGOA

Ninguém é capaz de saber
a mágoa que sinto
no meu peito sofrido
desde que ao mundo cheguei.

Sofri, chorei
perdida no tempo fiquei
sem ter a quem recorrer
por ajuda de alguém esperei.

Mas ninguém chegava
eu só lamentava
não sabia o que fazer
tudo me atormentava.

Até que eu tive um sonho
O qual Deus me disse:
– Deixe de tolice
– não se deixe abater;
– você ainda é jovem
– ainda tem muito a aprender.

Foi então que eu ergui a cabeça
pedi a Deus ajuda.
Segui em frente com a promessa
de mudar de vez minha vida.

Hoje o passado está distante
das tristezas eu não quero lembrar
mas ainda guardo uma ponta de mágoa
que na alma para sempre vou levar.

Como boneca de louça

Olho todos a minha volta nada sabem do meu ser e o que mais me revolta é que fingem não me ver. Busco falar com as portas com as jan...