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EM TEU VENTRE

Em teu ventre senti frio 
Também ausencia de amor 
Já pressentia que o destino 
Rondava-me ameaçador. 

Em teu ventre senti medo 
Chorava sem apelo
A tua tristeza transmitia 
Angustia e desespero. 

Arrancaram-me do teu ventre 
Sem carinho e compaixão 
Naõ me afegaste, não me embalaste 
Nem se quer viste 
Minha face 
Angelical e inocente 
Um adeus foi naquele momento
Em que sai do teu ventre .

Fui crescendo 
E a pergunta me atormentando 
Sobre as diferenças percebidas 
Todos eram alguém. Eu, a cria. 
Sentia-me inferior 
Mas ninguém explicava 
O que estava acontecendo 
A dúvida me atormentava.

Cresci.
As dúvidas foram esclarecidas 
Hoje só me restou 
Perdoar o abandono e a dor 
Enfrentando o mundo sem rancor 
No entanto, sou grata pela pessoa 
Que apesar de tudo deu-me a vida 
O passado deixo de lado 
O presente é uma conquista.

Sei que o futuro terá 
Muito mais a explicar 
A importancia que minha vida tem 
No hoje, no ontem 
Aqui, ou em qualquer lugar 
Porque sou filha do mesmo Deus
Que está sempre a nos olhar. 

Eloisia Cristina Serafim 

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ABANDONO

Aqueles dias para mim
foram somente de tortura
vagando pelas ruas
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Sorriso de Criança

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Faltando a doce inocência
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pureza de um anjo.

Criou, então, a criança
de rosto doce e risonho
ao mundo uma esperança
à maldade, um escudo
se não fosse
o sorriso de criança
não haveria alegria nesse mundo.

Eloisia Serafim Bezerra

Pintor Pino Daeni

Os sentimentos norteiam nossa vida e a sensibilidade norteia Sentimentos.Alvaro Granha Loregian