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CONDENADO


Um gole aqui, outro ali
Bebo pra tentar esquecer
Que sou como um cão sarnento
Desgraçado pelo destino
Vivendo de tormentos.

Nasci num berço de mato
Cresci na rua fria e escura
Hoje eu roubo, eu mato
Não tenho medo da vida
Esta, nua e crua.

Um gole aqui, outro ali
Bebo pra tentar esquecer
Todo sofrimento que causo
Aos que não fazem por merecer.

Hoje sou um condenado
Nessa vida de absurdos
Com tantos de mim zombando
Eu. Fingindo ser surdo.

Gostaria que a morte
Levasse-me de uma vez
Já que minha sorte não vence
As maldades que o destino me fez.

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ABANDONO

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Os sentimentos norteiam nossa vida e a sensibilidade norteia Sentimentos.Alvaro Granha Loregian